
Então hoje vou fazer um
estudinho meio
hardcore, mas o porque...
ao falar de
Gn. temos que levar em conta que não é um livro qualquer e é um dos com estudos mais exaustivos, na primeira parte do estudo vou passar só sobre
Gn.1:1-3 mas vai ter muita coisa já, fiquei umas boas horas escrevendo isso e devo ter largado muita coisa
de fora com certeza, qualquer comentário ou critica eu mudo o texto, não quero passar nada de errado mas vou fazer primeiro uma introdução geral do
cap.
Gn 1
O relato da Criação que vai do 1:1 até 2:3 é muito bem feito e estruturado, Os primeiros e os últimos versos formam uma espécie de moldura geral, 1:1 mostra que Deus concluiu seu trabalho, no 1:2 as condições iniciais da criação, e vemos em 2:3 que após, Deus descansa ao concluir a criação, no meio disso vem o relato dos 6 dias dividido em 2 partes.
Primeira: 1:3-10
Deus cria as estruturas principais do mundo, o tempo(3-5), espaço(6-10), esse é tanto dividido vertical como horizontalmente(6-8;9-10).
Segunda: 1:11-31
então depois de fazer o fundamental Deus cria os seres e as condições deles viverem no mundo, acho legal notar a ordem dos fatos por que nada vem antes daquilo que é preciso para sobrevivência dele, como primeiro vem as plantas(1:11-13), depois o Sol e a Lua como Dia e Noite, com isso o mundo já tem ar renovável e calor que é preciso para o mundo ter vida, alem de alimento(1:14-19); depois de existir condição de vida Deus cria os animais(1:20-25) e ai sim vem os humanos(1:26-28), ainda falam sobre os alimentos no planeta(29-30) e mostra a satisfação de Deus(1:31)
Gn 1:1 "¶ No princípio criou Deus os céus e a terra."
Criou vem do Hebraico
bará, no
AT, este verbo tem só Deus como "sujeito", e sempre é uma
ação divina com resultados imprevisíveis(Is 48:6-7), usado na criação do mundo, de Israel(Is 43:1,15), restauração de Jerusalém(Is 65:18), o arrependimento(
Sl 51:10) por ex.
Os antigos
Heb. não tinham uma palavra equivalente ao grego
cosmos; o universo era então em sua totalidade referido por "Céus e a terra"(Sl 124:8), era um costume semítico de utilizar dois elementos extremos e(ou) opostos para sig. totalidade.
Gn 1:2 "E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas."
em uma tradução difundida no Antigo Oriente, "
tudo era um mar profundo coberto de escuridão", era uma ideia deles que antes da criação só havia um caos de trevas que cobria tudo, com águas ameaçadoras(
Sl 104:6-9), sendo um dos primeiros actos do criador separar as águas acima e de baixo, e como divisória a abóbada celeste(1:7) desse caos foi formado os mares.
a palavra
Heb. para Espírito pode
sig. também sopro, vento ou fôlego; e a expressão "
de Deus" como complemento no
AT pode ser o
superlativo, como em 1
Sm 14:15 ou
Jó 1:16 até mesmo em
Gn 23:6, por isso alguns interpretes acham que o final
sig. "um forte vento ia e vinha por sobre as águas".
Gn 1:3 " E disse Deus: Haja luz; e houve luz."
a
exp. "
e disse Deus" mostra a força da palavra de Deus, e o poder do criador, mostra que a ordem divina se cumpre de acordo com a vontade do Criador e imediata, e o efeito produzido é sempre de acordo com seu pensamento como em Is 48:13 e
Hb11:3. O verbo "haja" é referencia directa a Cristo em João 1:1-4, e em João diz ainda que Cristo estava na criação; e em 2
Co 4:6 ainda mostra que a Luz vem da face de Cristo.
por hoje é só
:D